segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Meditação - A Natureza da Mente (Semente das Estrelas)

Texto retirado do blog "Semente das Estrelas".



Falar da mente é algo muito complicado, porque temos que usá-la para falar dela mesma. Para ficar elucidativo, eu vou separar o termo “mente” em duas. Uma delas é o corpo mental inferior, que é chamado também de “mente inferior”, ou “mente egóica”. A outra se refere à “mente natural”, como ela é chamada no budismo, ou “corpo mental superior”, pelos ensinamentos da Grande Fraternidade Branca.


A mente inferior, por sua vez, é dividida em duas grandes regiões, uma é o terminal de captação e emissão de pensamentos, a outra é chamada de psique e é nela que estão registrados os padrões de comportamentos, crenças e modos de ver o mundo, é onde está o “programa” mental dos nossos pensamentos, que nós percebemos em sua superfície.


O corpo mental é uma “capa” que envolve o corpo emocional, que também envolve o corpo etérico e este, por sua vez, é uma “capa” ao redor do corpo físico.


Os budistas não costumam falar nessa linguagem de corpos vibracionais, eles se referem mais ao comportamento e à natureza da mente para entendê-la e chegar à budeidade. Para eles é importante reconhecer o que nos aproxima das virtudes que nos levarão à Ascensão e as não-virtudes que abaixam nosso estado vibracional, para que possamos lidar com elas, através do Amor. Neste texto eu vou falar dos dois ao mesmo tempo, como uma proposta de unificar as informações para a prática da meditação.


A sabedoria budista nos fala dos “venenos da mente”, há 5 principais venenos, deles vem uma gama imensa de outros venenos, mas os principais são: raiva, apego (desejo) ou indiferença, inveja ou orgulho, ignorância ou ilusão e o medo. Eles estão em pares, porque em realidade eles se comportam como um, alternando suas faces para confundir o sujeito que os porta.


A tristeza não foi colocada entre as 5 principais causas, porque ela é consequência da frustração egóica, depois de ser impedido de manifestar seus desejos, o ego usa sua última arma: a tristeza, é como um “antivírus”, ou um “restaurador de sistema”, para que quando a pessoa se frustre em seguir seus desejos egóicos, ela não chegue ao “outro lado”, onde há Paz e Felicidade naturais, prendendo novamente o indivíduo na separação.


Raiva e Medo


Esse é o veneno mais grosseiro da mente, é dele que surgem as principais separações entre os seres humanos. Nada que esteja sujeito à raiva ou ao medo poderá ser permanente, eles são os principais causadores de destruição. A raiva é normalmente originada de uma causa, do tipo “Ele me fez isso, não posso aceitar, eu o odeio pelo que ele me fez”, nessa frase nós temos: o apego, o orgulho, a ignorância e a raiva como causas primárias, como causa secundárias, temos: rotulação por conceitos, mágoa e julgamento. Nessa simples frase encontramos pesadas vibrações que impedem a total iluminação da mente, isso se elas não forem reconhecidas.

Apego (desejo) ou Indiferença


Nós costumamos dizer: “Gosto disso... não gosto daquilo... isso para mim tanto faz”. São todos originários de apegos e desejos ou de repulsas, baseados naquela memória ROM, a psique que guarda as bases para nossos pensamentos, sentimentos e ações. Tudo que está fora de nossos apegos e desejos é descartado sem nenhuma cerimônia por nós, quando identificados por esse veneno. Além disso, se alguém tentar retirar de as coisas pelas quais somos apegados, poderá haver uma ebulição de sentimentos de raiva e repulsa contra essa pessoa, baixando mais ainda as vibrações.


A indiferença nos impede de viver o Amor Verdadeiro, pensamos “Eu não o conheço, por que devo cumprimentá-lo ou sorrir para ele?”. Isso está longe do ideal de fraternidade e unidade vivido nas Esferas Superiores.

Inveja ou Orgulho


A inveja vem quando nós desejamos algo que não podemos ter e outro tem. Não precisa ser exatamente algo material, podemos invejar qualidades que outras pessoas tem e almejamos conquistar. A inveja parte do suposto que: “Eu sou inferior, e ele é superior”, podendo gerar também raiva e ações contra essa pessoa para haver uma prova da superioridade daquele que inveja.


O orgulho não o oposto, senão a outra face da inveja. Ele também parte do pressuposto que existe um melhor e um pior. Neste caso o melhor sou eu e o pior é você, mas isso é uma grande ilusão, uma vez que os seres são constituídos de imensuráveis características impossíveis de serem vistas pelas nossas consciências restritas. Do orgulho também surge o julgamento, outro veneno derivado do 5 principais, para julgar alguém temos que nos considerar detentores da verdade, ou melhores que aquele que está sendo julgado.

Ignorância ou Ilusão


A ignorância, para alguns mestres da mente, é o pior dos venenos, pois ela é a incompreensão das origens do sofrimento (que são os outros venenos). A partir da ignorância, nos emaranhamos em um mar de ilusões criadas pelo ego para manter a energia da psique ativa. Estas ilusões criam tanta separatividade, quanto pessoas iludidas possam existir, de fato só teremos uma consciência unificada, quando as ilusões que provêm da ignorância e da manutenção dos padrões da psique forem diluídas na Luz do Eu Sou.

Medo


O medo é, a meu ver, o pior de todos os venenos. Ele é a causa da separação, é só quando tememos que iremos cometer ações desarmoniosas. Podemos temer perder algo, sermos atacados, não conseguir aquilo que desejamos, mas o principal de tudo: tememos perder nossa própria imagem, tudo aquilo que constitui a psique e que dá um senso de “eu” e falsa segurança.


O medo é a primeira reação originária da causa de todos os venenos da mente: a SEPARAÇÃO.

A causa de todos os venenos: A Separatividade


Todos os pensamentos e sentimentos sinistros vêm da separatividade. Se todos nos considerássemos UM com o mundo, o Universo e todos seres vivos, será que ainda existiria medo, raiva, apegos, aversões , julgamentos, rotulações? É claro que não.


Quando nos vemos separados do resto “eu e os outros”, “eu e o mundo” passamos a viver em um constante estado de adrenalina, temendo sermos atacados pelos outros e pelo mundo. O nosso medo com relação à sobrevivência do “eu” separado nos faz viver em conflito com os demais, defendendo aquilo que é precioso para nós e jamais poderá ser roubado. Mas como roubar algo de mim mesmo?

A compreensão da Unidade, de fato é a verdadeira Liberdade.

Fonte: http://www.sementesdasestrelas.blogspot.com.br/2013/01/meditacao-natureza-da-mente-27012013.html

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